Carlos Fontes

 

 

Apoiamos a luta dos professores, mas sem demagogias 

   
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Misérias da Classe Docente II 

As Eleições de Setembro de 2009

As eleições de 27 Setembro de 2009 ficarão para a história dos professores em Portugal, como aquelas em que uma classe profissional se deixou usar e abusar de forma reles por bandos de oportunistas ao serviço de interesses partidários.

1º. Acto

A administração de um canal de televisão espanhol, que opera em Portugal - a TVI - em plena campanha eleitoral resolveu suspender um "telejornal" dirigido por uma jornalista de sarjeta - Manuela Moura Guedes. Estamos perante um exemplo tipo do pior que as televisões são capazes de produzir: um espaço noticioso, onde se mistura informação com propaganda, cujas audiências eram obtidas à custa das insinuações, insultos e afirmações sensacionalistas, numa demonstração de inqualificável falta de deontologia profissional. 

Os partidos da oposição, nomeadamente o PSD e o CDS, apressaram-se - sem provas - a declarar que o afastamento desta jornalista se devia ao governo (PS), tratava-se de mais um ataque à liberdade e aos princípios democráticos. Numa apressada colagem a esta manobra da direita, no dia dos acontecimentos (4/9/2009), um bando de professores pertencente ao MUP - Movimento Mobilização e Unidade dos Professores e uma tresloucada do blogue Profavaliação, juntaram-se a um grupo que fazia uma vigília à porta da TVI em solidariedade com a dita jornalista.  

Não se limitaram a fazê-lo em nome das suas convicções políticas de extrema-direita. Perante a comunicação social presente, afirmaram que estava ali em nome dos professores, como se estes lhes tivessem dado um mandato para entrarem em tão descabelada acção de protesto. 

2º. Acto

Na mesma altura, Mário Nogueira, dirigente da Frenprof, assumindo uma posição que lembra os antigos caciques e padres das aldeias do século XIX, numa conferência de imprensa, resolveu dar indicações ao professores como deviam votar: - Os seus votos não deviam favorecer a maioria absoluta de nenhum partido político, pois estes não a sabem usar. Para este membro do Partido Comunista Português, os professores não têm cabeça para pensar, não passam de uns imbecis, que necessitam que alguém lhes diga o que devem fazer.

A falta de coerência e a cobardia demonstrada pelos professores nas escolas, em 2009, estimulou a sua utilização em manobras partidárias, desde a extrema-direita à extrema-esquerda, o que acabou por acentuar as divisões internas na classe docente. 

Na luta dos professores "não vale tudo". Os princípios que orientam a profissão docente são os mais contrários a estas práticas oportunistas, e esses não podem ser esquecidos. É urgente separar as águas entre os professores, sob pena do seu descrédito absoluto. 

Carlos Fontes

 
 

Misérias da Classe Docente I

 

O ano de 2008 ficará para a história como aquele em que uma classe profissional veio em peso para a rua clamando pela sua dignidade profissional. 

Bastaram dois meses de 2009, para que uma grande maioria dos membros da mesma se mostrassem incoerentes e facilmente compráveis por promessas do Governo, sem que nada de substancial daquilo que diziam estar a lutar contra tivesse sido alterado. Mais

 
 

Avaliação Faz de Conta

 

A avaliação Faz de Conta consagrada no Decreto Regulamentar nº. 1-A/2009 , de 5 de Janeiro de 2009 está a surtir um efeito inesperado: milhares de professores estão a aderir à "simplificação" do modelo. 

 

A simplificação mais sonante foi a de que os resultados dos alunos deixaram de contar para a sua avaliação do desempenho dos professores. Os critérios de avaliação estão de tal modo simplificados que a maioria das escolas, seguindo as orientações do próprio Ministério da Educação, acabaram por os transformar numa farsa. Agora é tudo a fingir.

 

Envolvidos nesta farsa, os professores não podem ignorar que o essencial do anterior modelo de avaliação continua manter-se:

 

a ) O princípio das quotas. 

 

b )  A divisão artificial da carreira em titulares e não titulares.

 

As simplificações publicadas em Janeiro de 2009 tem apenas um carácter provisório, já que no próximo ano lectivo de 2009/2010, se manterão em vigor todos os aspectos que agora foram retirados.

 

A primeira grande conclusão a extrair deste processo é que estas modificações pontuais surtiram efeito como manobras dilatórias para a contestação existente, provocando uma grande divisão e desmobilização dos professores. 

 

A segunda é que os professores perante a opinião pública, se não se demarcarem desta farsa, irão perder grande parte da sua credibilidade. A ideia que irão deixar passar é que o que pretendiam era uma paródia de avaliação onde tudo é possível, sobretudo o Faz de Conta. Uma mensagem que serve o Governo, mas não dignifica os professores que tanto falaram em dignidade profissional. 

 

Esta farsa,,se não for publicamente assumida como tal, arrisca-se a transformar-se num dos mais degradantes espectáculos de uma classe profissional oferece ao país. 

 

É chocante observar a falta de coerência e coragem que muitos professores revelam para continuarem a defender aquilo que diziam acreditar, porque consideravam justo. 

 

Carlos Fontes

8 de Novembro de 2008. Imagem da manifestação de professores no Terreiro do Paço.

 

 

 

 

 

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Porque não Entreguei os Objectivos Individuais ?

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Temas em Discussão:

 

Avaliação de Professores . Os Professores são Avaliados em Portugal ? . Três Modelos de Avaliação em Confronto: 1989 (Cavaco Silva), 1998 (Guterres) e 2007 (José Sócrates).  Valter Lemos: O Ideólogo da Avaliação do Partido Socialista. 

Avaliação de Professores no Mundo

 

Polémica: O Ministério da Educação de Portugal terá copiado o modelo chileno de avaliação ?.  

 

Mal Estar Docente  

 

Resultados escolares - De quem é a responsabilidade ? . As Novas Competências dos Professores. 

Professores Titulares e Não-Titulares .  Indicadores de Medida  . ( 1 ) Indicadores de Medida (2 ) . Aulas Assistidas - O que está em causa?  

 

Avaliação de Desempenho: Roteiro para a Construção de um Modelo

 

Novo Modelo de Gestão das Escolas . Avaliação das Escolas.  

 

Aulas de Substituição . Novo Estatuto dos Alunos ...

 
 

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Memórias de um Tempo de Luta pela Dignidade da Profissão Docente

 

2008: Quatro datas a reter

 

Professores em Greve

 Dia 3 de Dezembro: 94% dos professores fizeram história ao aderirem à greve.  É preciso continuar a denunciar a destruição que o Partido Socialista está a fazer da escola pública em Portugal. Nenhum professor pode ser indiferente a este imperativo de consciência cívica e profissional. 

 

Conclusão do Conselho de Ministros Extraordinário

Dia 20 de Novembro. O Governo reuniu-se e chegou à conclusão que os problemas decorrentes da aplicação do Modelo de Avaliação não estão na lei, mas na incompetência das escolas que complicarem e burocratizaram o que era simples !  A conclusão é no mínimo paradoxal e se fosse para levar a sério, os professores deviam reclamar a imediata demissão de todos os orgãos de gestão das escolas pois estes andaram a brincar com eles, obrigando-os a andar de reuniões em reuniões a conceberem instrumentos de avaliação inúteis e ilegais.

 

Professores na Rua Contra as Políticas do Governo

Depois do dia 8 de Novembro de 2008: Não há recuo possível !  120 mil professores disseram ao País que recusavam o modelo de avaliação que o Governo do Partido Socialista lhes pretende impor. A única posição que agora em consciência e em coerência podem tomar nas escolas é a suspensão imediata de tudo o que diga respeito à avaliação. Fazer outra coisa é o descrédito total de uma classe profissional

 

Professores em Luta

Dia 8 de Março de 2008. Mais de 100.000 professores das escolas públicas portuguesas vieram para a rua manifestarem a sua indignação pelas políticas educativas que o governo do Partido Socialista está a prosseguir. Apesar da natural diversidade das motivações que os animava havia uma convicção comum a todos: É tempo de acabar com a imputação dos maus resultados escolares do alunos apenas aos professores, é preciso começar também a responsabilizar os próprios alunos, os bandos de políticos incompetentes e os pais que se demitiram das suas funções.   

 
 
 

Violência nas Escolas Públicas 

A subida do Partido Socialista ao poder, em 2005 é marcada por um aumento da violência nas escolas públicas em Portugal. Durante o ano lectivo de 2006/2007 foram registadas 185 casos de agressões a professores. O número real era muito superior, dado que muitos professores não apresentam queixa por medo de represálias ou por vergonha. No ano lectivo de 2007/2008  a onda de violência atingiu dimensões sem precedentes. O Procurador Geral da República (PGR), incomodado com a situação em 2008, afirmou publicamente que os agressores não estavam a ser punidos. 

O Governo do Partido Socialista ignorou todos os protestos, prosseguindo a sua infame política de destruição da escola pública em Portugal. Os resultados desta política estão à vista !  Mais

 
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As Grandes Obras do Partido Socialista na Educação

 

A Destruição da Escola Pública

A Visão Tecnocrata da Educação de José Sócrates  

  Aberrações do Modelo de Avaliação do Partido Socialista

 

As Reformas no Sistema de Ensino (2005/2008)

 

Uma visão global

 

Políticas Educativas do Partido Scialista (1974-2008). Políticas Educativas do PSD (1974-2008). 

Ensino Secundário

 Reformas do PSD - Colapso (2002-2005) . Reformas do PSD -Inicio (2002-2004) . Ponto da Situação (2002 ). Reformas do PS -Abandono (1997-2002 . Reformas (1974-1995)  .. Reformas do PS -Inicio (1996 -2002) . Dilemas do Secundário . Ensino Secundário em Números . Cronologia do Ensino Secundário

 

 
 

Ensino

Paradigmas Educativos . Insucesso Escolar . Escola Inclusiva . Indisciplina nas Escolas .Bibliografia Temática . Curso de Psicologia (novidade) .  Sobre o Currículo .

 
 

Formação Professores

Formação de Professores(1901-2000) .Formação de Professores (1816-1900) .Modelos de Formação .Pedagogos Portugueses .Programas de Formação . Formação Contínua (reflexão sobre experiências do passado recente).

Etapas da Vida do Professor . Paradigmas e Modelos de Formação de Professores . Profissão: Professor

 
 

Tecnologias Educativas

Escolas,Saberes e Tecnologias .Qual é o Melhor Meio de Ensino? . As Novas Tecnologias e as Escolas

Avaliação do Software Educativo .Classificação do Software Educativo .Teorias de Aprendizagem e Software Educativo

Grelhas para Avaliação de Software Educativa . Moodle - Reflexão sobre a utilização de uma plataforma.

 
 

Métodos Pedagógicos

Modelos Organizativos e Métodos Pedagógicos .

 
 

Métodos e Técnicas de Investigação 

Métodologias Qualitativas e Quantitativas .Entrevista . Histórias de Vida.

 
 

Ensino de Filosofia

Construir Saberes . Ensino da Filosofia (1 ) .Ensino da Filosofia (II) . Ensino da Filosofia em Portugal . Fim da Filosofia no 12ª. Ano  (1).Novos Programa de Filosofia (2)

 
 

Formação Profissional. Temas e Problemas

 
  Dos Princípios

Na formação formação profissional existem dois princípios fundamentais: o da eficácia e o da eficiência. 

 

O primeiro exige que a formação seja feita tendo em vista um objectivo mensurável. 

 

O segundo que este seja atingido ao menor custo. 

 

Podemos ter um uma formação eficaz, mas pouco eficiente, e vice-versa. 

 

Olhando  para o panorama da formação profissional em Portugal, temos que dizer que a mesma não é nem eficaz, nem eficiente.

 

O caso mais ilustrativo desta situação ocorre com a formação inicial de jovens. Vários ministérios assumiram como incumbência a criação de "escolas" para combaterem quer a baixa escolaridade da população, quer a falta formação profissional dos jovens antes do ingresso no mercado de trabalho. 

 

O resultado é simplesmente catastrófico em termos globais. Muitas estruturas de formação  fazem o mesmo, mas nenhuma o faz de modo satisfatório. Nem o sistema formal  de ensino tutelado pelo Ministério da Educação conseguiu criar uma estrutura de formação adequada e eficaz, nem o sistema informal a cargo dos restantes ministérios o logrou fazer. Os problemas persistem ou agravam-se, apesar dos enormes recursos consumidos. 

 

Não será tempo de mudar de política neste sector?

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Carlos Fontes

 
 

Curso de Psicologia. Uma ferramenta útil para formadores

 
 

IEFP: Onde Pára a Formação Profissional?

De acordo com o nome, o IEFP, é uma instituição pública que executa a política de emprego e de formação profissional do governo, através de uma rede de centros de emprego e de formação. A realidade é todavia outra bem diferente.

A formação é uma actividade subsidiária dos centros de emprego e dos seus ficheiros de desempregados. Não admira que seja uma actividade pensada e realizada  por profissionais exteriores à organização. 

Apesar do número de funcionários ter crescido desde 1995, o número de formadores e outros técnicos de formação têm vindo a diminuir, estando mesmo em vias de extinção. Mais

 
    
    
    






 

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